sábado, 30 de abril de 2011

Do silêncio virtual para se escrever em jornal

A frase "o jornalista é uma figura inquieta" já se tornou um clichê para a classe. Nem por isso, deixa de ser verdade. A questão é que este silêncio se justifica por todos nós (da cadeira de Laboratório de Jornalismo) estarmos enlouquecidos com a edição do jornal.

David Coimbra sempre grita uma frase quando a redação fica ao pé da loucura: "MANTENHAM O PÂNICO!" É desnecessário dizer, não há como acalmar os ânimos de uma redação. Isso foi provado na durante a feitura do nosso jornal (que se estende). E de fato, me incomoda. Aos amantes, como eu, do silêncio digo: "não façam jornalismo ou, como eu, estejam dispostos a enfrentar o barulho." E olha que eu vivo na era da informatização. Dou graças por não sentar à máquina de datilografar.

Minha editoria, a Geral, demorou e sofreu apertos para entregar o material, mas tudo ocorreu bem. Não como o planejado, por vezes, mas bem. E o jornalismo, já visualizo, é mais ou menos assim - com a licença poética da precisão jornalística -. Ocorre tudo aos trancos e barrancos: fontes caem, perdem-se contatos, uma denúncia se descobre falsa, diplomas também caem, etc. Poucas coisas se dizem a favor do jornalismo. Sofremos uma grande pressão ao passo que também pressionamos uns aos outros. Mas mantenhamos o otimismo. Nem tudo é torniquete. O trabalho final, espero, ficará ótimo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Comentário sobre capítulos de "Para Entender a Internet"


Keith Ramsey/Creative Commons



O livro online “Para Entender a Internet” mostra a facilidade e a rapidez dos produtos e das informações. Porém, nao deixa muito claro a qualidade dos mesmos. Ainda que isso seja uma realidade – a possibilidade de receber produto/informação de má qualidade – os textos não advertem sobre isso; pelo contrário, saúda a internet como local de total confiança.

Exemplos dessa fragilidade são as bandas obscuras, que não dependem de espaco físico para gravar suas músicas, bem como não dependem de muitos fãs para o retorno de capital. O mesmo acontece com as lojas virtuais, que não dependem de espaço físico, mas - sim - de um retorno financeiro maior.

Por todas essas facilidades, as pessoas estão trocando sua vida “real” pela virtual. Ainda que seja mais prática, a virtualidade das coisas produz uma geração devagar na transmissão de ideias e opiniões, já que a escrita – meio mais usado para se comunicar na rede – é muito mais devagar e permanete que a fala – usada na comunicação interpessoal -.

Em suma, os textos do “Para Entender a Internet” “vendem” muito bem a Rede, sem explorar, como deveria, os pontos negativos da mesma. Causando, assim, uma falsa impressão.

Estreia

Rafael Kage/Creative Commons


Servem-se os cafés.
O vento sai dos pulmões à boca e as palavras se foram.

Blogue para registro das aulas de Laboratório de Jornalismo da Famecos - PUCRS.